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  • Igor Kondrasovas

É Possível Garantir o Melhor Aproveitamento da Chapa?


É possível que um sistema de otimização de cortes garanta o melhor resultado?


Do ponto de vista teórico e acadêmico acredito que não, devido a natureza do problema.


Existe uma classificação (taxonomia) dos problemas chamados de "Corte e Empacotamento", com diversas variações e nuances, mas de forma geral todos são classificados como NP-Completos.


Instâncias muitos simples do problema (poucas peças e chapas) podem ser até resolvidos de forma a garantir o melhor resultado. Mas para isto, todas as combinações possíveis deveram ser testadas e avaliadas para se obter o melhor resultado.


Este procedimento se torna computacionalmente inviável para a maioria dos problemas práticos do dia-a-dia. Ou seja que atualmente para se garantir "o melhor resultado" é preciso testar todas as opções.


As soluções de software encontradas no mercado fazem uma espécie de "busca intelligente" por um resultado aceitável. Existem diversas técnicas e heurísticas utilizadas, para se explorar diversas possíveis soluções, mas nem todas as possibilidades são avaliadas. Assim é possível obter um resultado desejável em um tempo minimamente aceitável para as empresas que cortam estes materiais.


Melhor é Relativo

Além do ponto de vista combinatorial e geométrico que envolve a otimização do corte de chapas, é preciso levar em consideração as restrições de


  • Material

  • Ferramenta de Corte

  • Operações de Ajuste de Máquina.


Alguns materiais possuem texturas e veios, então o Otimizador pode não obter um resultado tão positivo, para respeitar as características de peça final. Outros materiais possuem restrições com relação ao corte, que impedem que pequenos peças sejam cortadas próximo às margens da chapa.


Sobre as ferramentas de corte, alguma tem comprimento máximo, como serras seccionadoras e guilhotinas. Estas também só podem fazer os corte de uma extremidade a outra da chapa, sem interrupções. Algumas ferramentas admitem que se empilhe diversas chapas e se corte todas ao mesmo tempo. Isto resulta em um ganho operacional elevado, que pode justificar um grau de aproveitamento do material menor.


Ainda sobre o ajuste de máquina, alguns processos dão preferência a se reduzir a quantidade de operações de setup ao invés de se obter um melhor aproveitamento.


Desta forma, o conceito de melhor aproveitamento se confunde a função custo da empresa.


Conclusão

Este artigo visa mostrar que os sistemas de otimização de corte, como o Otimize Nesting, apesar de se obter resultado excelente em poucos segundo, não podem garantir absolutamente que o melhor resultado seja obtido.


Por isso, é importante avaliar que o sistema adquirido faça sentido para a sua empresa e que os resultados obtidos sejam positivos para o seu processo.


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Se você tem dúvidas ou acha que poderia obter resultados ainda melhores com seus planos de corte, entre em contato e faremos um estudo de caso, sem compromisso.




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